Espalhe o Bem: projeto Harmonicanto leva música à vida de crianças

Entre aulas de canto e instrumentos, na instituição funciona uma biblioteca e reforço escolar

O projeto Harmonicanto, que atua há 12 anos na comunidade do Cantagalo, em Ipanema, resiste até hoje sem contar com patrocínios. Ele funciona em espaço cedido dentro do prédio conhecido como Brizolão, no 3 subsolo C. Entre as atividades desenvolvidas, as crianças aprendem teoria musical, teclado, percussão, canto, canto coral e técnica de conjunto. Em dezembro do ano passado, o grupo realizou 345 apresentações musicais pela cidade do Rio.

Há, ainda, uma extensão da iniciativa, chamada Harmonia Carioca, que atende a 50 crianças de 7 a 14 anos, em situação de vulnerabilidade social, todos os dias. Vinte e cinco delas fazem, à tarde, aulas de cidadania e reforço escolar. À noite, outras 25 crianças participam de uma oficina de música. Além disso, jovens de outros níveis escolares também recebem reforço, três vezes por semana. Lá também funciona uma biblioteca comunitária e uma horta.

A ex-bancária Cássia Oliveira, diretora e idealizadora do projeto, diz que desde criança sonhava em ajudar as pessoas. ”Eu era funcionária concursada e quando resolvi deixar o banco, em 1999, eu renasci. Busquei aquilo que eu realmente queria e que me realizaria. Sempre quis trabalhar com música e a partir daí todas as coisas mudaram. As carências se renovaram em força e energia”, diz a diretora.

Além de Cássia, colaboram no projeto a coordenadora pedagógica Rosana Mendes, moradora do Cantagalo, e alguns voluntários.

Para funcionar de forma adequada, a ONG precisa arrecadar mensalmente R$ 10 mil, pois além custear todo material pedagógico e a alimentação das crianças, o projeto tem uma assistente social e um contador. A auxiliar de serviços gerais teve de ser dispensada porque a instituição não consegue remunerar a funcionária.

Se conseguir angariar o montante, Cássia fala que o projeto pode ser ampliado. “Arrecadando a quantia de R$ 10 mil por mês nós conseguimos oferecer um serviço melhor para as crianças, contratando psicólogos e dando uma alimentação mais adequada para elas. Temos espaço, infra-estrutura e vontade de acolher mais crianças. Segundo a Fundação para a Infância e Adolescência, cada criança custa aproximadamente R$ 200”, explica a diretora.

No mês de janeiro, com a realização de um bazar e ajuda dos padrinhos, a Harmonicanto só conseguiu arrecadar cerca de R$ 400. A diretora da instituição revela seu maior objetivo é conseguir inserir essas crianças na sociedade. “Minha vontade é de conseguir fazer isso de forma que elas tenham uma visão criteriosa, sabendo discernir o que é certo do que é errado, principalmente em uma sociedade corruptiva, onde é muito difícil entrar numa comunidade e mostrar para eles o que são valores”, anseia a diretora.

A ONG Hamoricanto precisa de materiais de limpeza; alimentos para lanches; material pedagógico (tipo papel crepom, papel 40kg, etc); bebedouro de água potável; tinta para pintar o espaço; brinquedos (tipo Lego e coisas de montar, panelinhas, peteca, corda, dardo, cesta de basquete etc)

Fonte: http://bandnewsfmrio.band.uol.com.br/editorias-detalhes/espalhe-o-bem-projeto-harmonicanto-leva-music

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